Ela entrou sem cerimônia. Em um paradoxo me agarrou. Tal como em um amor de bordel. Ela estava com ganância de foder e com essa ganância curvou-se sobre meu corpo sussurrando “você é meu”. Com aquelas pernas a mostra do seu vestido, penso “ela não é assim”, mas ambos hoje estamos com fome.

– O que você quer?

– Quero você – diz ela com o batom vermelho, ou ao menos parecia, já que quase não estávamos com luz – E hoje irei lhe torturar porque você é o que me ama

Ela cai sobre mim com beijos e mordidas. Abrindo meu zíper e arrancando meus botões. Eu admiro essa insanidade, admiro essa vida.

Efêmero momento. A textura do seu tecido, seu cheiro, tudo está no ar. Ela me engole, suga toda minha angústia. Me ama como outrora nunca fizera.

– Sou sua, me abusa

Tudo era belo. Ou parecia ser.

Acordo suado. Procura-a ao meu lado da cama.

Tudo voou. Os que sentem vivem.

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